INFORMAÇÃO

Idealizado em 2012, no âmbito das comemorações pelos 50 anos da UnB, o Seminário Gestão da Memória: diálogos sobre políticas de informação, documentação e comunicação para a Universidade de Brasília, chegou nessa quarta-feira (26) à sua terceira edição. Durante o evento foi lançado livro homônimo, contendo registros dos resultados da primeira edição do seminário.

O encontro desse ano foi realizado no auditório do Instituto de Ciências Humanas, e contou com representantes dos centros e unidades acadêmicas que integram a rede de ações voltadas ao tema na UnB, tais como Arquivo Central (ACE), Biblioteca Central (BCE), Centro de Informática (CPD), Centro de Produção Cultural e Educativa (CPCE/UnBTV), Editora UnB (EDU), Faculdade de Ciência da Informação (FCI), Faculdade de Comunicação (FAC) e Secretaria de Comunicação (Secom).

O reitor Ivan Camargo e a reitora eleita para o próximo mandato, Márcia Abrahão, também estiveram presentes.

Livro homônimo ao seminário registra resultados da 1ª edição. Foto: Julio Minasi/Secom UnB


REFLEXÃO INTERNA – A equipe de gestores reunida na mesa de abertura trouxe ao público um comparativo acerca do início das discussões, falou sobre o momento presente e indicou perspectivas para a continuidade dos avanços na área.

“O momento de celebrações, em 2012, foi bastante simbólico, para nos instigar sobre as necessidades institucionais de lidar com nossas informações, nossos acervos documentais e nossa comunicação interna”, lembrou a diretora do ACE, Cynthia Roncaglio.

“Nossa avaliação atual é de que a política em torno desses assuntos ainda precisa ser abertamente assumida pela Universidade”, afirmou a diretora do CPCE/UnBTV, Neuza Meller.

“Somos uma instituição que produz muito, mas temos problemas sérios de armazenamento e gerenciamento dessa produção”, disse. “Para que a Universidade seja vista como merece pela comunidade, levar a comunicação a sério é requisito básico”, apontou a diretora.

Neuza lembrou os transtornos causados pelo alagamento do ICC, em 2011, para reforçar a necessidade de investimento em infraestrutura destinada à guarda de memória.

O pedido por novos prédios está entre as prioridades apontadas pelo grupo à administração superior, ao lado de uma reavaliação na destinação de recursos aos centros envolvidos, já que o orçamento atual foi considerado insuficiente. A formação de um grupo de trabalho que elabore uma proposta de política de informação, documentação e comunicação a ser levada ao Consuni também foi sugerida.

“O papel da nossa rede é dar apoio acadêmico, científico e operacional para realizar as melhorias, mas cabe à administração superior tomar as principais ações”, afirmou Cynthia Roncaglio. Ela também considerou que “elaborar, implementar, monitorar e atualizar uma política não é trabalho para uma única gestão”.

Em resposta às demandas, a reitora eleita, Márcia Abrahão, reafirmou o compromisso de sua gestão com a melhoria das instalações físicas. O reitor Ivan Camargo, por sua vez, reconheceu que um novo prédio para o Arquivo Central deve ser visto como prioridade e afirmou que a UnB possui receita própria livre para investimentos.

Rede Gestão da Memória frisou resultados positivos. Foto: Júlio Minasi/Secom UnB


PROGRESSOS
– Os membros da rede de discussões destacaram também alguns avanços conquistados nos últimos três anos, entre eles a criação do ACE, a inauguração da livraria da EDU na 406 Norte, a instituição do sistema de redes de bibliotecas, a abertura do CPD ao diálogo com as outras unidades, os lançamentos do Boletim de Atos Oficiais e do novo portal da UnB e a implantação do SEI.

A diretora da FCI, Elmira Simeão, considerou a adoção do Sistema Eletrônico de Informações como “um avanço importante, que dá exemplo a outras instituições de ensino superior sobre a forma como podemos dar celeridade aos processos administrativos e acompanhá-los com mais rigor”.

Os participantes foram unânimes ao concordar sobre os benefícios trazidos pela qualificação do quadro de servidores da UnB, por meio da admissão de técnicos-administrativos aprovados em concurso público.

“De um modo geral, nosso balanço é positivo. E não poderíamos ter avançado sem o diálogo entre todos os centros e unidades envolvidos”, avaliou a diretora do ACE, Cynthia Roncalgio. O próximo seminário está previsto para acontecer em 2017.


Veja as matérias produzidas sobre a:
>>> 1ª edição do Seminário
>>> 2ª edição do Seminário

0
0
0
s2sdefault